quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Um breve conceito sobre o perdão ..





- Como Perdoar?

O perdão é o primeiro passo para se alcançar a prosperidade em nossas vidas, 
porém é preciso saber aplicar esta lei, pois a maioria das pessoas não compreende 
o significado místico do perdão. 
Perdoar é como quebrar uma magia que o amarrava a pessoas 
e situações do passado.


Coloque-se no lugar do outro, 
não para sentir pena ou dó, que inclusive, são sentimentos que te fazem perder energia, 
e são pura projeção da sua personalidade, sentindo dó de si mesmo no lugar do outro, 
é egoísmo e não altruísmo, 
portanto, 
e sim para poder compreender o grau de evolução que o outro possui, suas limitações, 
sua infantilidade evolutiva, assim como é deste modo que nos perdoamos, 
compreendendo os nossos limites naquele estágio evolutivo.

Errar é o aprendizado de como não fazer! Acertar é o aprendizado de como fazer! 

Portanto, tanto acertar como errar fazem parte da evolução, 
não há como crescer sem vivenciar os dois lados! 
E é a compreensão do momento de cada um, inclusive e muito especialmente 
da sua responsabilidade em ter permitido, até mesmo por omissões, 
que o outro o atingisse, que te libertará dos ressentimentos, ou seja, 
dos sentimentos que se repetem na inútil tentativa de recuperar o tempo que já passou, 
provocando a perda do tempo presente, a única realidade que pode nos transformar! 

Livre-se do "peso morto" de cargas energéticas de pessoas 
e situações que te colocam em sintonia com o fracasso, com o medo, 
com o sentimento de culpa, etc, e pare de conflituar com estes fantasmas! 

Você mesmo se torna o seu maior obsessor quando nega suas própias chances 
de um recomeço de vida, colocando nas mãos de pessoas do passado o poder 
de te "deixar" viver em paz ou não, ao acreditar que estas pessoas tem algo 
a te ressarcir, ou indenizar!

Não fique esperando correção, ou pedidos de desculpas, ou de perdão, 
só para se sentir livre de reponsabilidades através da declaração de culpa de alguém, 
não seja autocorrupto, não minta pra si mesmo e assuma sua parte nas responsabilidades 
dos seus enganos, pois isto significa reconhecer que você tem poder sim, 
agiu errado sim, mas ergue a cabeça e recomeça!

E pare de dar poder aos outros, especialmente à quem não te deu valor, 
tenha sido por inveja ou menosprezo. Que tal desejar o bem a si mesmo, 
como nunca talvez você o tenha feito! Que tal se visualizar um ser humano 
próspero, livre, digno da felicidade, só pra variar um pouco?!


Fonte:  Marcello Cotrim



quinta-feira, 25 de julho de 2013

Artigo Otimista



Olá! Pessoal!
Em meio às novidades políticas,manifestações e seus atos públicos, vinda do Papa Francisco ao Brasil e movimentos pela juventude e afins, abstive-me de qualquer cometário precedente e observando melhor o contexto evolutivo dos fatos da atualidade e realidade brasileiras, achei oportuno este digníssimo comentário da Coluna do Estadã, no qual ,Arnaldo Jabor tece considerações onde concordo com a citação muito bem lembrada e representada do refrão de uma musica de "Cazuza" em que as idéias já não correspondem mais aos fatos... Confira a seguir:


"ARTIGO OTIMISTA"
por ARNALDO JABOR - O Estado de S.Paulo

"As ideias não correspondem mais aos fatos", cantou Cazuza, há 25 anos. Adoro essa frase. Os fatos de hoje são muito mais complexos do que as interpretações que eram disponíveis, entre progressistas e reacionários.

Os jovens do Movimento que começou em junho trazem para o País um novo estilo de contestação, típico do século 21 - uma contestação pontual, sem "projeto de nação ou de sociedade". É isso.

Não vivemos diante de "acontecimentos", mas só de incertezas, de "não acontecimentos". Na mídia, só vemos narrativas de fracassos, de impunidades, de "quase vitorias", de derrotas diante do Mal, do bruto e do escroto.

O mundo está pirado. Essa perplexidade provoca a busca de novos procedimentos, de novas ideologias, de uma análise mais cética diante de velhas certezas. O importante nessas novas manifestações é que elas (graças a Deus) não querem explicar a complexidade do mundo com umas poucas causas em que se trancam os fatos.

Na tradição do "ideologismo" brasileiro entranhado nas mentes, a ideia de complexidade é vista como "frescura" - macho mesmo seria simplista, radical, totalizante. Mas, no mundo atual, a inovação está justamente no parcial, no pensamento indutivo, em descobrir o Mal entranhado em aparências de Bem.

A ideia de uma solução "geral", "total" para o crescimento da economia brasileira é a herança dos velhos tempos da esquerda centralizadora. Para haver progresso, há que esquecer "planos" ou algo assim; temos de abandonar a ideia de uma política central, como nos planos quinquenais da URSS ou nos "saltos para a frente" da China de Mao. Somente uma política econômica indutiva, descentrada e pragmática, com mudança possíveis, pode ir formando um tecido de parcialidades que acabem por mudar o conjunto. É isso que os jovens propõem.

A chave é: "ações indutivas", conceito que é a fobia do pensamento filosófico de tradição europeia, continental. Bom mesmo sempre foi um doce silogismo aristotélico, com premissas e conclusão. Ou então uma boa causa universal que abranja tudo, o todo, o uno, do qual se deduz o particular. É uma herança da religião e do mito. Já o pensamento pragmático tem uma tradição mais anglo-saxônica (Hume, Locke, J.S. Mill), principalmente Francis Bacon e depois William James. Não é por acaso que o pensamento pragmático nas ciências e na filosofia aceleraram muito mais o progresso, saído de dentro do ventre da revolução comercial e conceitual inglesa. Esta, sim, foi a nascente do moderno pensamento filosófico e político. Suas ideias regeram o ritmo do capitalismo e dominaram o mundo.

O abstrato e ibérico vicio da "dedução" generalizante nos leva a uma paralisia, diminui a imaginação, a coragem de experimentar. Uma ideologia em bloco amarra uma coisa na outra, quer empacotar todas as particularidades num saco fechado, em uma "contradição fundamental" que explique tudo.

Essa é a razão pela qual, na historia brasileira, o acaso e a invasão de fatos inesperados do exterior tenham provocado mais avanços modernizadores do que políticas inúteis e utópicas de governos brasileiros - a crise de 29 e a revolução de 30, a queda do muro de Berlim, a grande revolução digital que bota as multidões na rua.

A chamada globalização da economia é um bonde carregado de problemas? Sim. Pode nos jogar num vazio de excluídos? Pode. Mas teve a vantagem de nos botar em contato com um pensamento mais livre. Isso foi a maior novidade: abandonar o simplismo totalizante e paranoico da tradição do marxismo vulgar que nossa esquerda adotou. A globalização rompeu as paredes da "taba" imaginária em que vivíamos. Eu tinha um orientador comunista que dizia que tudo era culpa do "imperialismo americano". Nós éramos vira-latas tupiniquins à mercê do temível mundo externo. Hoje sabemos que a causa de nossa miséria somos nós mesmos.

O apagamento de fronteiras culturais com o mundo nos tirou de um sonho de futuro e nos colocou mais no presente.

Não há mais futuro; só um enorme presente se processando. Um maior contato com métodos de gestão anglo-saxônicas trouxe dinamismo para empresas aqui, com uma nova ética administrativa.

Alias, a própria quebra do Estado brasileiro, nos anos 80, foi ruim e boa. Deu-nos uma orfandade dolorosa diante do gigante quebrado, mas criou mais autonomia para a sociedade civil e mais criatividade para empresas privadas. Deixou claro que o Estado tem de existir para a sociedade e não o contrario, como insistem os velhos comunas e alguns jornalistas que viraram "de esquerda" depois que a ditadura acabou, quando não havia mais perigo.

Essa orfandade nos despertou para a importância da competência contra o delírio utópico, apesar de filósofos desconfiarem que "competência técnica" pode ocultar "direitismo", tudo por causa de um velho artigo do Heidegger sobre a "técnica".

Muito mais importante que lamentar a pobreza é descobrir formas de combatê-la, muito além do Bolsa Família, a doce e inútil caridade (se a inflação voltar, haverá correção monetária para o Bolsa?). Há grande distância entre diagnóstico e solução. Muitos se contentam com o apontamento deprimido dos problemas, como se consequências fossem causas.

Melhoramos muito com a ideia do "possível", em vez da bravata das utopias. E isso não é covardia ou omissão; é sabedoria e prudência.

A tal "mão invisível" do mercado pode nos dar bananas, claro, mas "mercado" pode ser um termômetro dos perigos de gestões voluntaristas como temos hoje no Brasil e pode questionar certezas burras e relativizar um poder público que tende para o autoritarismo. Mudar o País tem de ser por dentro, e não uma intervenção mágica ou ditatorial.

A democracia brasileira, se for mantida, vai expelindo os micróbios que a atacam.

Por isso, neste artigo cabeça há esperança e otimismo. Muitas novidades que nos parecem detestáveis podem estar trazendo novos conceitos operadores que ajudarão a modernizar o País.

Fonte: Estadão.com.br





sexta-feira, 21 de junho de 2013

Brasil!Mostra a tua Cara!




A voz do Povo é a voz de Deus..
 

Se em tempos de crise e manifestações de ordem geral pela insatisfação da precariedade em termos de saúde,educação,transportes públicos,impunidades políticas entre outros,casualmente coincidindo com os recursos cedidos às comemorações pelas festividades da Copa das Confederações, chegou a vez dos brasileiros fazerem jus à democracia a que o nosso país tem direito!

As últimas manifestações políticas no Brasil:
vamos conseguir?


Manifestações são necessárias para a construção da vida política de um povo. As manifestações políticas no Brasil desprezam a participação dos partidos políticos, uma vez que estes estão diretamente envolvidos na maior parte dos escândalos que gera manifestação pública.

Alguns acontecimentos têm mobilizado a sociedade para revelar seu descontentamento através de manifestações

O poder de mobilização viabilizado pelas redes sociais na internet é uma tendência mundial. Apenas como exemplo, temos as manifestações políticas articuladas desde o final de 2010 – então chamadas de Primavera Árabe. Como se sabe, a organização e a manifestação da sociedade civil são fundamentais para a construção de uma vida política ativa de um país, de um povo, e dessa forma, têm promovido transformações consideráveis como a queda de ditadores.

No Brasil, atualmente, a despeito de não vivermos as mesmas condições políticas que esses países do Oriente, deparamo-nos constantemente com casos de corrupção e de má gestão da coisa pública. Tais acontecimentos também têm mobilizado a sociedade para revelar seu descontentamento através de manifestações.

Mas qual a diferença entre as manifestações da Primavera Árabe e as que ocorrem na sociedade brasileira? A intensidade. A exemplo do que ocorreu no Egito, o que se tem é um movimento que ganha as ruas de forma intensa, dias a fio, até mesmo com enfrentamentos contra o Estado, representado em suas forças policiais. No Brasil, porém, muito se limita ao âmbito da internet e das manifestações com dia e hora marcada, como se viu no último feriado de 07 de Setembro, dia de comemoração da Independência Nacional.

Além disso, outra questão muito curiosa pode suscitar um debate acerca da natureza dessas manifestações brasileiras. Seus organizadores expressam claramente o repúdio à participação de partidos políticos, admitindo apenas – como se viu em setembro de 2011 – organizações e instituições como a CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil), a OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) e a ABI (Associação Brasileira de Imprensa).

Mas seria possível promover mudanças na política nacional sem os próprios mecanismos inerentes à democracia? Logo, tomando como base a fala dos que diziam que os partidos políticos deveriam ficar fora dessa manifestação, não estaríamos diante de uma contradição?

Até que ponto essas manifestações – como as que ocorreram no Brasil em 2011 – efetivamente surtem resultado? Maurice Duverge, em seu livro Os Partidos Políticos (1980), já fazia esta mesma indagação aqui colocada: “Seria, no entanto, satisfatório um regime sem partidos? Eis a verdadeira questão [...]. Seria a liberdade melhor preservada se o Governo tivesse ante si, apenas, indivíduos esparsos, não coligados em formações políticas?” (DUVERGER, 1980, p.456).

Na verdade, tal autor colocava essa pergunta para reafirmar seu argumento a favor da existência dos partidos. Tomando os preceitos clássicos da Ciência Política, sabemos que partidos políticos seriam os responsáveis pela viabilização dessa participação social, servindo como canais entre o Estado constituído e a Sociedade Civil. Também segundo esse autor (1980, p. 459), “historicamente, os partidos nasceram quando as massas populares começaram a entrar, realmente, na vida política [...]. Os partidos são sempre mais desenvolvidos à esquerda que à direita. Suprimi-los seria, para a direita, um meio admirável de paralisar a esquerda”.

 Em linhas gerais, o autor sugere que a supressão dos partidos poderia fortalecer os interesses das elites (segundo a citação, a direita), de uma oligarquia, uma vez que os partidos garantiriam minimamente – pelo menos em tese – um equilíbrio no pleito político entre classes e grupos que compõem a sociedade. Considerando que vivemos numa democracia indireta (na qual elegemos nossos representantes para assumirem os cargos públicos e assim não participamos diretamente da discussão sobre as leis, por exemplo), os partidos tornam-se fundamentais.

Mas, no Brasil, a descrença e a falta de confiança nas instituições democráticas seriam a base do argumento que rechaça a participação de partidos políticos em manifestações mais recentes na história nacional. Ainda conforme Duverger, “a democracia não está ameaçada pelo regime dos partidos, mas pelo rumo contemporâneo das suas estruturas internas” (ibidem, p. 459), as quais muitas vezes estão comprometidas com interesses alheios aos dos militantes ou da própria população. Tais estruturas estão comprometidas apenas com aquilo que diz respeito aos planos de uma elite dirigente desses mesmos partidos.

Diante dessa constatação, embora o livro citado seja uma obra da década de 1950, ainda guarda certa atualidade. Portanto, esse desvirtuamento das funções dos partidos e das funções de seus representantes que ocupam cargos públicos (deputados, senadores, entre outros) seria o motivo pelo qual o brasileiro e a sociedade em geral teriam perdido sua confiança.

Contudo, tentando-se aqui promover um olhar mais crítico acerca dessas manifestações, se por um lado é inegável a importância da mobilização da sociedade, por outro, sua permanência, intensidade e articulação (para que por meio de partidos suas reivindicações sejam discutidas em plenário) são aspectos fundamentais. Mesmo uma situação de revolução social requer um grau de maior organização e militância política que vai além de rompantes de indignação e revolta, isto é, mesmo a mudança radical de um regime só pode ser fruto de um processo articulado, coeso, efetivo, como se viu em países como o Egito e a Líbia.

Não se pode negar a importância das redes sociais para a finalidade política, nem tão pouco da realidade de reprovação da sociedade brasileira com tantos escândalos nas mais diferentes esferas e instituições do Poder Público. Porém, daí a pensar que tais manifestações esporádicas possuem peso para promover mudanças radicais na política talvez seja um pouco arriscado, ainda mais quando se esvaziam da possibilidade da participação de partidos políticos. Se por um lado esses são sinais de mudança em relação ao comportamento político do cidadão brasileiro, pelo outro, infelizmente, ainda prevalece o cenário de apatia política generalizada.

É preciso dizer que a opinião pública e as organizações por meio de novos veículos de comunicação têm sim um peso fundamental em uma democracia, mas deve-se lançar mão das instituições democráticas para se alcançar mudanças legítimas e eficazes. Basta pensar na forma como a lei da “Ficha limpa” teve origem por meio da reivindicação de uma organização não governamental, mas apenas ganhou efetividade após ser adotada e defendida como proposta por representantes legítimos no regime democrático. Assim, dizer que os partidos políticos não servem para a política é algo tão problemático quanto propor o fim do congresso ou do senado brasileiros por conta de seus históricos marcados por casos de corrupção.

Não se trata de jogar no lixo conquistas históricas para a sociedade brasileira, mas sim repensar o seu comportamento e engajamento políticos quando das eleições. Analisar o candidato, o partido, assim como acompanhar seu trabalho frente ao cargo ao qual foi designado é fundamental; acompanhamento que, ao comprovar a incompetência do parlamentar, certamente contribuirá para que ele não seja novamente eleito. Logo, algumas dessas conquistas, como a possibilidade da existência dos partidos e do parlamento, foram o resultado da luta organizada de outras gerações. A liberdade política e a possibilidade da organização em partidos são frutos de muita luta e reivindicação sociais, encabeçados por personagens (até mesmo anônimos) que enfrentaram a ditadura, a tortura, a prisão e o exílio.

Assim, não poder (ou não querer) contar com os partidos como mecanismos de discussão e mudança política é algo negativo para a própria democracia em nossos tempos, uma vez que esses instrumentos são partes integrantes do regime democrático. Da mesma forma, qualquer manifestação não articulada e sem a intensidade necessária, que possa se diluir no meio do caminho, apenas cria expectativas que talvez estejam mais próximas da frustração do que da realidade.


Paulo Silvino Ribeiro
Colaborador Brasil Escola
Bacharel em Ciências Sociais pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas
Mestre em Sociologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista "Júlio de Mesquita Filho"
Doutorando em Sociologia pela UNICAMP - Universidade Estadual de Campinas

Fonte: www.brasilescola.com

Veja Também:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Edna MarS"